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Em janeiro de 2008, foi enviada para a Lista de Discussão da FEMERJ uma entrevista com Pit Schubert, Presidente da Comissão de Segurança da UIAA, na qual o mesmo falava sobre o risco de marcar as cordas com canetas que não são específicas para esse fim, pois as mesmas podem diminuir a resistência da corda (capacidade de resistir a esforços contra cantos de 90º ou mais) em até 50%, isso quer dizer que uma corda que suporta, por exemplo, 6 quedas UIAA - o que é o mínimo exigido por essa entidade - depois da marcação com esse tipo de caneta suportaria ainda 3 quedas.

Pit também falou sobre a marcação com fitas adesivas, como esparadrapo, dizendo que desconhecia quaisquer informações negativas em relação à cola de fitas sobre a resistência das cordas, mas que a desvantagem da fita é que ela pode soltar, além de prender a corda numa fenda ou no próprio freio.

Então, qual a solução para marcar o meio da corda? Algumas mensagens enviadas para a lista sugeriram a utilização de canetas específicas, difíceis de encontrar no Brasil e caras para serem usadas poucas vezes. Mas a solução mais interessante foi uma recomendação da Associação Alemã de Alpinismo: passar um fiozinho de costurar pela capa da corda. Esse método tem as seguintes vantagens:

- Não prejudica a corda

- Não prende no freio

- Não anda

- Pode-se escolher qualquer cor diferente da corda e de sujeira (as marcações de caneta facilmente são confundidas com sujeira)

- A marcação, com o tempo, desfia um pouco, e fica até mais visível e palpável, bom para um eventual uso noturno!

A única desvantagem é o aspecto visual, que parece um dano da corda, mas que comparado com as vantagens é irrelevante.


Fonte: Lista de Discussão da FEMERJ


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